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Preços mundiais caem temporariamente, segundo InfoArroz

Data: 14/09/2009

Em agosto, os preços mundiais caíram devido à contração da demanda asiática. Ainda assim, as importações devem se reativar nas próximas
semanas, especialmente nas Filipinas, principal importador mundial, com 2,7 Mt previstas em 2009.

Assim, com as novas demandas de importação e com a queda das disponibilidades exportáveis da Índia os preços mundiais devem ficar mais firmes nos próximos meses. Em agosto, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) caiu 4,2 pontos para 225,3 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 229,5 pontos em julho.

Produção e comércio mundiais

Em 2009, segundo novas estimativas, e tendo em conta as más condições climáticas que afetaram a cultura do arroz na Índia, a produção mundial pode cair 3% para 685 milhões de toneladas de arroz em casca (453Mt na base arroz branco). A redução se concentra
basicamente na região Sul asiática, que representa 30% da produção mundial.

O comércio mundial em 2009 deve aumentar levemente para 30,5Mt. Com o recuo das exportações indianas, as posições de novos países exportadores, como Mianmar, Camboja e Brasil, começam a se
consolidar.

Os estoques mundiais no final de 2009 devem aumentar, apesar da redução das reservas indianas,para 114Mt contra 109Mt em 2008, incremento de 4%. Estas reservas representam 25% das necessidades mundiais, contra 24% em 2008.


Mercado de exportação

Na Tailândia, os preços baixaram em agosto entre 3% e 4% devido a uma demanda externa fraca, especialmente nos países importadores tradicionais.Contudo, esta pausa nas importações pode ser breve. Por outro lado, as previsões de exportações tailandesas nos próximos meses foram revisadas para cima considerando a ausência relativa da India nos mercados de exportação.

Por isso, o governo tailandês deve liberar os estoques públicos. As exportações em 2010 poderiam, assim, dar um salto para 10Mt contra 8,5Mt em 2009. Em agosto, o Tai 100%B marcou US$ 560/t Fob contra US$ 580 em julho. O quebrado A1 Super também caiu para US$
310/t contra US$ 318/t em julho.

No Vietnã, os preços de exportação também caíram entre 3% e 5% segundo as categorias. Este país continua com sua política comercial agressiva e suas exportações estão em forte alta de 45% em relação a 2008. Estas poderiam alcançar 6Mt contra 4,7Mt no ano passado. Nos próximos anos, o Vietnã pode se posicionar como o principal exportador mundial. Em agosto, o Viet 5% marcou US$ 401/t contra US$ 413/t em julho. O Viet 25% baixou US$ 16 para US$ 340/t contra US$ 356 em julho.

No Paquistão, os preços caíram entre 2% e 3% em um mês. As exportações em 2009 devem se manter relativamente estáveis a 3Mt devido a uma produção um pouco pequena decorrente de limitações
hídricas. Em agosto, o Pak25% marcou US$ 340/t contra US$ 345 em julho.

Na Índia, as autoridades nacionais mantêm as medidas de veto às exportações de arroz não aromático. As chuvas tardias atrapalharam
fortemente o inicio da safra arrozeira e se estima que a produção pode cair 15% em relação a 2008. As existências nacionais e as disponibilidades exportáveis também foram revisadas para baixo. As
exportações não deveriam ultrapassar este ano as 1,5Mt contra 2,7Mt do ano passado.

Nos Estados Unidos, ao contrário de outras praças, os preços de exportação subiram mais uma vez por causa da oferta escassa. As exportações no começo do ano comercial, iniciado em 1° de agosto, não são expressivas ainda em relação ao ano anterior. Não
obstante, na bolsa de Chicago, os preços futuros para setembro e novembro tendem à baixa com a chegada da nova colheita ao mercado. Em agosto, o arroz Long Grain 2/4 marcou US$ 545/t contra US$ 531/t em julho.

No Mercosul, os preços de exportação se mantêm estáveis. No Brasil, os preços internos baixaram 3% em relação a julho. O mercado interno está pouco ativo já que a indústria continua trabalhando com
suas reservas. Por outro lado, os produtores oferecem pouco produto apostando em preços mais atrativos para finais de ano.

Na África, a produção poderia aumentar 4% em 2009. A demanda de importação se mantém constante, mas existem atualmente limitações
financeiras para fechar novos contratos. O Egito confirma seu retorno ao mercado de exportação. Em 2009, este país pode exportar cerca de 1Mt contra 0,3Mt anteriormente.

Maiores informações em http://www.arroz.agr.br/site/interarroz/index.php



Fonte: Patrício Méndez del Villar/InterArroz