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Exportar é preciso

Data: 08/09/2009

O arroz brasileiro ultrapassou as fronteiras da cozinha nacional e está chegando às mesas de diversas nações do planeta com uma força cada vez maior.

Que o diga o gaúcho Mário Petry de Souza, 59 anos, que levou os grãos produzidos por ele em Tapes ao mercado de países como Rússia, Jordânia e Iraque. Há 38 anos cultivando arroz, Petry passou a exportar o produto em agosto do ano passado.

Foi quando os primeiros grãos saíram de Tapes direto para as prateleiras da Arábia Saudita e de Dubai, nos Emirados Árabes. Ontem, ele falou sobre sua experiência de sucesso no Painel da Casa RBS que debateu o tema Arroz, da Lavoura ao Navio. De lá para cá, Petry, dono da Comercial de Cereais Tapes, já exportou 6,1 mil toneladas de arroz beneficiado e cativou clientes em Jordânia, Líbano, Iraque, Angola, Rússia, Belarus e Ucrânia.

– A receptividade do nosso arroz foi muito grande. Tivemos a qualidade reconhecida – garante.

Para manter seu negócio em alta, o produtor gaúcho usa recursos que considera importantes: em todas as embalagens do arroz faz questão de estampar a bandeira brasileira.

– Isso está sendo muito importante, porque nós somos citados no mercado internacional, já somos reconhecidos pelo comprador como um bom produto – garante.

Petry também valoriza o contato olho no olho. Por isso, em fevereiro, montou um estande na Gulf Food, uma feira de alimentos em Dubai. Depois, partiu para um giro da Finlândia à Sibéria, para mostrar que o produto que vende é, de fato, de qualidade.

– A fidelidade é que vai me manter no mercado – avalia.

A história de sucesso do produtor de Tapes exemplifica como a exportação de arroz brasileiro vem crescendo. O Brasil passou da lista dos 10 maiores importadores para o nono lugar dos maiores exportadores do grão.

– Estamos crescendo não apenas na quantidade, mas também na qualidade – afirma Rubens Pinho Silveira, diretor do Instituto Riograndense de Arroz (Irga).

Para dar um salto ainda maior, os produtores precisarão vencer os desafios que se desenham para o negócio.

– O mais importante é manter o nível de crescimento na produção e criar condições de infraestrutura – aconselha Luciano Scoccimarro, diretor para a América Latina de negócios do arroz da empresa Louis Dreyfus.

Cereal valorizado

O destino das exportações do produto brasileiro em 2008, por região:

África 57%
América Central 18%
América do Sul 13%
Europa 11%
Oriente Médio 1%

A ABRANGÊNCIA

2006/07 35 países

2008/09 53 países



Fonte: Zero Hora (RS)