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Arroz inicia setembro com recuperação gradual no preço

Data: 08/09/2009

O mercado brasileiro de arroz iniciou o mês de setembro com uma recuperação gradual nos preços. Com a antecipação dos contratos de opção, a oferta no mercado privado reduziu e, juntamente com os números apertados de oferta e demanda, vêm resultando nesta elevação. O preço médio em Alegrete, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul, é de R$ 27,00 por casa de 50 quilos.

Nesta semana foi realizado o "Dia do Arroz" na Expointer, em Esteio, na Grande Porto Alegre. O diretor comercial do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Rubens Silveira, participou do painel "Arroz: da lavoura ao navio".

Segundo o dirigente, os esforços para exportar, iniciados em 2004, já tiveram um grande resultado em 2008, quando a meta de negociar 10% da safra gaúcha foi alcançada.

- No ano passado foi relativamente fácil atingir o objetivo, pois a tonelada chegou a valer cerca de US$ 1.000 - ressalta.

No ano comercial 2009/10, iniciado em março, o país já vendeu 470 mil toneladas ao exterior até julho, num cenário bem diferenciado, com o real valorizado e a cotação internacional bem menos atrativa, oscilando hoje entre US$ 500 e US$ 560.

- Tal volume foi possível graças a ações realizadas pelo setor, como a viabilização da comercialização através de contêineres, que abriu espaço para os pequenos e médios produtores do cereal - destaca.

Para Luciano Scossimaro, representante da tranding suíça Dreyfus na América Latina, o aumento da demanda por arroz brasileiro é visível.

- No ano passado, o país exportou o mesmo patamar de Argentina e Uruguai, que são players internacionais há 20 anos - lembra.

Porém, o trader acredita que alguns desafios estão lançados e precisam ser vencidos, como o incremento da produção nacional suficiente para manter um bom volume exportável.

- Além disso, o país precisa investir em infraestrutura, para aumentar a competitividade - comenta.

Outro item que na sua opinião deve ser observado é a rastreabilidade, já que o cereal brasileiro é livre de transgênicos.

- A Europa paga, por exemplo, um prêmio de 20% sobre o produto sem organismos geneticamente modificados - frisa.



Fonte: SAFRAS