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Governo garante continuidade dos leilões

Data: 10/08/2009

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o governo vai continuar intervindo no mercado de grãos para que a política de preços mínimos seja mantida. Serão retomadas as intervenções para equalizar preços e assegurar a formação de estoques públicos, segundo a Conab. A retomada dos leilões depende da definição da fonte dos recursos para as políticas de apoio à comercialização. Não há a menor dúvida de que a intervenção será retomada, segundo a Conab. Segundo a Conab, o milho, o trigo e o café são os mercados com maior necessidade de intervenção.

No caso do milho, a política de apoio não ficará restrita aos estados atendidos até agora pelo governo por meio dos leilões. Há um pedido para que a Conab auxilie na comercialização de 100 mil toneladas de milho produzido na Bahia, operação que deve demandar R$ 30 milhões. Apesar de não estar na lista de produtos prioritários, a Conab também destaca o algodão. Nos últimos 6 anos, o governo apoiou a comercialização de algodão, política que demandou recursos volumosos. Não será diferente este ano. Em média, as políticas de apoio ao setor algodoeiro demandaram entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões por ano nos últimos anos.

Por falta de recursos, um leilão de prêmio para estimular o escoamento de algodão, previsto para esta semana, está cancelado por tempo indeterminado. O Ministério da Agricultura afirma que receberá os recursos para dar continuidade ao programa de apoio à comercialização.

A intervenção do governo no mercado tem como objetivo sustentar os preços dos produtos agrícolas, que estão em declínio desde o começo do ano. Mas com o comprometimento de toda a verba anual, o leilão de algodão, por exemplo, foi suspenso e agora está em compasso de espera. A expectativa é de que no início deste semana o Ministério da Fazenda dê um sinal a respeito da liberação de R$ 1,6 bilhão para a realização das operações.

O Ministério da Fazenda esté apurando a quantidade de recursos necessárias para este ano e as fontes do dinheiro. Nem tudo necessariamente será executado este ano. Isso porque os preços ainda podem subir, eliminando a necessidade de atuação por parte do governo. Além disso, nem todos os participantes dos leilões necessariamente exercem seu direito de vender a Opção no momento do vencimento, e parte dos leilões tem prazo final em 2010, como no caso do café (janeiro, fevereiro e março do próximo ano).



Fonte: Planeta Arroz