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Preços mundiais mantêm baixa em junho, exceto na Tailândia

Data: 20/07/2009

Em junho, os preços mundiais continuaram baixos, apesar de ligeira alta graças a medidas governamentais tailandesas de incentivo aos preços de exportação. As disponibilidades exportáveis continuam sendo altas e a demanda global se mantém escassa.

As limitações de exportação da Índia podem se prolongar até setembro deste ano. Mas com a chegada progressiva da nova colheita asiática durante o último trimestre, os preços mundial podem ter quedas mais fortes nos próximos meses.

Em junho, o índice OSIRIZ/InfoArroz (IPO) ganhou apenas 1 ponto, para 229,3 pontos (base 100 = janeiro 2000) contra 228,3 pontos em maio. No início de julho, o índice marcava cerca de 228 pontos.

PRODUÇÂO E COMÉRCIO MUNDIAIS

Em 2009, de acordo com as últimas estimativas da FAO, a produção mundial pode alcançar um nível recorde de 696 milhões de toneladas de arroz em casca (465 Mt de arroz branco), sobretudo graças ao aumento da produção indiana. O salto dos preços mundiais em 2008 e as medidas de incentivo públicas tiveram um impacto positivo sobre o crescimento das áreas arrozeiras, aumentadas em 2,2% para 159 milhões de hectares.

Os rendimentos médios aumentaram, por sua vez, 1,3% para 4,3 t/há, e isto, apesar do elevado custo energético e dos insumos. O comércio mundial deve aumentar para 31Mt depois da queda de 5% em 2008. As incertezas que pesam sobre a economia mundial e a falta de confiança na situação financeira dos potenciais compradores tendem a reativar os contratos públicos de governo a governo.

Os estoques mundiais ao final de 2009 foram revisados para 120 Mt contra 109 Mt em 2008, alta de 7%. Essas reservas representam 26% das necessidades mundiais contra 24,5% em 2008.

MERCADO DE EXPORTAÇÃO

Na Tailândia, os preços subiram de 5% a 7% graças à decisão do governo de adiar a venda e uma parte dos estoques públicos. Esta decisão foi motivada pela tendência baixista dos preços mundiais e ao risco de acentuar a queda. Ainda assim, os estoques públicos se encontram nos níveis mais altos desde 2005, a 5,5 Mt. Em junho, o Tai 100%B marcou US$ 566/t Fob contra US$ 538 em maio. No início de julho este marcava US$ 575. O quebrado A1 Super se manteve estável a US$ 317/t contra US$ 318/t em maio.

No Vietnã, os preços de exportação caíram entre 4% e 6% dependendo das categorias. As exportações vietnamitas cresceram mais de 50%, para 3,8 t para os seis primeiros meses do ano. Tendo em conta os novos contratos de venda, as exportações poderiam alcançar neste ano cerca de 6 Mt contra 4,7 Mt em 2008. Em junho, o Viet 5% marcou US$ 430/t contra US$ 445/t em maio. O Viet 5% baixou US$ 23 para US$ 372/t contra US$ 395 em maio.

No Paquistão, os preços cederam entre 1% e 3% em um mês. Com preços mais competitivos, as exportações foram reativadas. Por enquanto, os exportadores paquistaneses parecem se concentrar nos mercados do Oriente Médio e da África. Em junho, o Pak 25% ficou em US$ 345/t contra US$ 358/t em maio.

Na Índia, as autoridades nacionais anunciaram a intenção de manter o veto às exportações de arroz não aromático, pelo menos até setembro de 2009, e isto após ter realizado o balanço da colheita 2008/09 finalizada e da posição dos novos estoques de segurança.

Nos Estados Unidos, os preços de exportação caíram mais de 3% em junho. As exportações se mostraram ativas durante essas últimas semanas. Mesmo assim, são 15% inferiores à mesma época do ano passado. Na Bolsa de Chicago, os preços futuros para setembro continuam baixando devido à oferta abundante. Em junho, o arroz Long Grain2/4 caiu US$ 19, para US$ 525/t contra US$ 544/t em maio.

No Mercosul, os preços de exportação se mantêm estáveis. Ao contrário, no mercado interno brasileiro, os preços se encontram firmes, ganhando 4% durante o mês de junho. Os produtores se mostram confiantes nas perspectivas de mercado e não parecem estar muito motivados para lançar novas vendas sem necessidade.

Na África, segundo as últimas estimativas, a produção teria subido 7% em 2009. Isso deveria manter as importações ao redor de 9,5 Mt. Os estoques nacionais parecem satisfatórios. Ainda assim, o balanço arrozeiro continua altamente deficitário, com importações que representam quase 40% do consumo africano de arroz.



Fonte: Patrício Méndez del Villar/InterArroz